A 3a. Geração do BI – A Democratização do Business Inteligence


Nunca se falou tanto em dados, nas informações que eles geram e nas decisões ágeis. O fato é que os dados sempre existiram, desde aqueles desenhados na parede de uma caverna, até nas embalagens de comida. A diferença está na quantidade de dados gerados e o quanto desses dados serviram para alguma coisa.

O Diretor de Pré-vendas da América Latina da Qlik, Cesar Ripari, percorre as história dos dados, para ressaltar a importância da alfabetização de dados, transcrevemos a seguir parte de seu texto. Ele lembra que por volta dos anos 90, algumas ferramentas proprietárias iniciaram o processo de consolidação de dados. Essas soluções ajudavam a cruzar dados estruturados, analisar comportamentos e tendências passadas, e geravam os chamados “relatórios gerenciais”. Além de serem extremamente complexos para serem desenvolvidos, eram estáticos e dependiam necessariamente da TI. Além disso, qualquer solicitação de mudança dava uma trabalheira enorme, consumia inúmeros recursos. Em resumo: a Primeira Geração de BI era centralizada na TI.

A necessidade dos tais relatórios foi crescendo, surgia a Web, os Data-Warehouses e assim, a segunda geração do BI. Estávamos nos anos 2000 e essa geração de BI trouxe uma grande mudança: o BI voltado ao usuário, trazendo ferramentas intuitivas e que davam mais liberdade e poder ao negócio (ainda que um seleto grupo) construir suas próprias análises. Iniciou-se a ideia do Self-Service BI. Em resumo: a Segunda Geração de BI passou a ser descentralizada e liderada pelo Negócio.

Passado mais algum tempo, houve uma explosão em termos de quantidade de dados e formatos. Os tradicionais arquivos e tabelas passaram a ter companhia de uma grande variedade de modelos: vídeos, áudios, fotos, isso sem contar as redes sociais. O poder computacional aumentou exponencialmente e o custo do armazenamento caiu. Muitas empresas passaram a gerar e armazenar todos os dados possíveis, pensando em alguma forma de garimpar informações valiosas para o negócio. Com soluções cada vez mais robustas, a grande maioria dos usuários passou a analisar e cruzar todas as informações possíveis, compartilhando conhecimento e visões do negócio.

Assim surgiu a terceira geração do BI, onde a democratização das informações, aliada à algoritmos e soluções de inteligência artificial permitem análises cada vez mais complexas. E mais, essas novas tecnologias sugerem diferentes insights e visões aos usuários, analisando comportamentos e tendências antes não imaginadas. Dessa maneira, o homem passa a trabalhar em colaboração com a máquina, cada um com o que tem de melhor: a velocidade e capacidade de processamento do computador potencializada pela análise e intuição humana. Esse trabalho em conjunto, e que dá base para a Terceira Geração de BI, é chamado de “Inteligência Aumentada”. De análises sobre o passado passa-se a ter recomendações para o futuro.

Considerando esse oceano de informações em que o mundo está mergulhado, saber ler, interpretar, analisar e trabalhar com os diferentes tipos de dados é fundamental. Por isso, a necessidade não só de democratizar o dado, mas de alfabetizar o usuário para trabalhá-lo e transformá-lo em informação relevante. Um usuário alfabetizado em dados é a chave para que a tomada de decisões seja cada vez mais rápida e assertiva, considerando os volumes massivos de informação que estão disponíveis, e que ele se comunique com seus pares e o ecossistema de forma clara, padronizada e principalmente, objetiva.

Foto: Blog Foto Shutterstock

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